Maldita saudade, que me provocas o corpo, que me estremesses a alma. Vivo na dependência da tua ausência, procurando-te a cada segundo em cada música que escuto em cada lugar onde vou, em cada palavra que escrevo. Já não consigo adormecer, porque temo voltar a sonhar-te, já não consigo ficar acordado porque a minha mente inventa-te a cada segundo. Maldita saudade, que como uma droga me queimas o sangue, me alteras a visão, me fazes sonhar com aquilo que não existe. Esta alma que carrego, que te carrega nos braços como uma pedra preciosa, como um tesouro imenso. Como conseguiste entrar tão dentro de mim? Como conseguiste sair, deixando todo o sofrimento impregnado, não carregando contigo o teu bem mais precioso, o teu ser. Hoje, vejo-te, de longe, seguir o teu caminho, na descoberta de novos mundos, de outras almas, sei que não voltarás, não voltarás porque as tuas asas precisam de voar, não foram feitas para ficares sentada, quieta, no meu âmago. Tenho de ficar, aqui, no meio da minha floresta de sombras, lambendo as minhas feridas, esperando que o tempo passe rápido, para que deixe de sonhar-te, para que deixe de ver-te e consiga seguir em frente.sexta-feira, novembro 16
Floresta de sombras
Maldita saudade, que me provocas o corpo, que me estremesses a alma. Vivo na dependência da tua ausência, procurando-te a cada segundo em cada música que escuto em cada lugar onde vou, em cada palavra que escrevo. Já não consigo adormecer, porque temo voltar a sonhar-te, já não consigo ficar acordado porque a minha mente inventa-te a cada segundo. Maldita saudade, que como uma droga me queimas o sangue, me alteras a visão, me fazes sonhar com aquilo que não existe. Esta alma que carrego, que te carrega nos braços como uma pedra preciosa, como um tesouro imenso. Como conseguiste entrar tão dentro de mim? Como conseguiste sair, deixando todo o sofrimento impregnado, não carregando contigo o teu bem mais precioso, o teu ser. Hoje, vejo-te, de longe, seguir o teu caminho, na descoberta de novos mundos, de outras almas, sei que não voltarás, não voltarás porque as tuas asas precisam de voar, não foram feitas para ficares sentada, quieta, no meu âmago. Tenho de ficar, aqui, no meio da minha floresta de sombras, lambendo as minhas feridas, esperando que o tempo passe rápido, para que deixe de sonhar-te, para que deixe de ver-te e consiga seguir em frente.
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